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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Dilema de Carnaval

Não pude deixar de reparar no dilema pelo qual a maioria da população está a passar neste momento. Vejo passar à minha frente frases vindas de todo o lado (conversas alheias, hi5's, messengers) e todas elas mostram a grande preocupação dos dias de hoje. "A crise, claro", pensais vós sem serem precisas mais pistas. Mas não! Apesar de tudo, não é essa a principal preocupação, pelo menos, dos portugueses. É, afinal, o que vestir neste Carnaval.
É, de facto, um dogma. Isso para mim não se pergunta. Aliás, a pergunta aqui a ser feita por mim é: onde me escondo neste Carnaval?
Há anos que não vivo um Carnaval, e ainda bem. A última vez que me mascarei deve ter sido aquela em que fui de vaca. Ah, não isso foi na primeira classe. Talvez à espanhola, ou à princesa. Adiante.
Aposto que nunca ninguém se perguntou donde veio o Carnaval. Devem pensar que havia para aí um senhor com esse nome e que gostava de ser outras pessoas/coisas e que então inventou este dia, só porque sim.
O Carnaval é mais uma daquelas ocasiões em que até aquelas pessoas que se dizem contra as religiões e assim, festejam. O que é ridículo. O Carnaval existe graças à Igreja Católica. O Carnaval é o que vem naqueles quarenta dias e quarenta noites de jejum, no primeiro dia da Quaresma. A palavra carnaval está relacionada com a ideia de afastamento dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale". Foi isto que formou a palavra CARNAVAL.
Peço perdão por dizer isto assim, sei que é duro, mas mais dia menos dia teríeis de saber.
Mas, respondendo à realmente importante questão, penso que desta vez me deixarei ficar por cá; talvez debaixo da cama estarei bem escondida. Se bem que hoje o meu sono foi atacado por um desfile de pobres e inocentes criancinhas, suponho que todas mascaradas. Se calhar debaixo da cama não será suficiente.
Tenho, portanto, um problema. Não é o da crise, não, mas ao menos faz muito mais sentido do que o que anda por aí a invadir o pessoal.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

SMOKING seriously KILLS


Mais uma vez, e como são as coisas parvas as que não me passam ao lado, estou indignada. Afinal, se não é para isto que os blogues existem, então também não sei para que servem.
Apercebi-me há já algum tempo de que, da mesma forma que nos nossos maços de tabaco nós temos o "fumar mata" ou o "fumar prejudica gravemente a sua saúde e a dos que o rodeiam", os ingleses têm o mítico "smoking kills" ou o, e é aqui que quero chegar, "smoking seriously harms you and others around you". Ou seja, como boa portuguesa que sou, vou traduzir isto à letra, o que resultará num "fumar seriamente provoca não sei o quê". O que está mal feito! Quer dizer, uns são filhos e outros enteados, não?
Lá porque uns inconscientes quaisquer andam para aí a fumar na brincadeira, não quer dizer que outros, que o fazem mais seriamente, o que, digo eu, é a forma mais correcta, se lixem. Há distinções, queres ver? Ou é para todos ou não é para ninguém.
Proponho então duas soluções: ou desejo desde já um valente "TOMA! Bem feita!" a esses armados em carapaus-de-corrida que um dia destes vão estar, coitadinhos, a fumar todos sérios porque o dia até está a correr super-mal e até está um tempo deprimente; ides então ver o que é bom para a tosse - atrevo-me a acrescentar aqui um "literalmente" - e deitar-vos-ei a língua de fora enquanto emito também um ruído, o que soará mais ou menos a isto: nha nha nha nha nha nha.
Uma outra possível solução é apelar a um pouquinho de cinismo da vossa parte, fumadores sérios, em que fumariam como que na brincadeira.
Confesso que é a primeira opção a que mais me agrada, mas o que está aqui em causa é a igualdade de direitos e não a minha própria satisfação.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Paraskavedekatriaphobia


Ora bem, já que hoje é o tal dia do ano em que nos é suposto ter montes de azar, aproveito para falar da Sexta-feira 13. Todos sabem o que é, em que consiste, enfim... o treze é um número feio, irregular, logo, dá azar. A sexta-feira é o dia em que Cristo foi cruxificado, e tal, é dia de azar. Ao se fundirem os dois ícones do Azar, surge uma espécie de super-guerreiro - como no Dragon Ball, se os personagens fossem dias do ano - do Azar. Certo? ERRADO!
Para já, a sexta-feira devia ser um dia que atrai a sorte, já que é à sexta-feira que quase toda a gente entra de fim-de-semana. Logo, se há dia fixe para se ter sorte é à sexta. Toda a gente vai para o emprego feliz e aposto que toda a gente, só de pensar que depois deste dia haverá enfim descanso, até trabalha melhor. Por mim, o dia mais azarado da semana podia ser a terça-feira: é que desde que me lembro que tenho sempre aulas à tarde nesse dia.
Quanto ao treze... Sim, é um número feio. Mas o dezassete, por exemplo, também é um bocado feioso e não é por isso que se tem medo dele!
Em relação ao se ter montes de azar neste dia (há imensa gente que crê mesmo que aqui tudo o que acontece é azar, chega a ser fobia - daí o título "Paraskavedekatriaphobia"), isso é psicológico! No dia-a-dia acontecem sempre coisas boas e más, por mais insignificantes que sejam. É claro que, se passares o dia a pensar que vais ter azar, até o facto de bateres com o dedo mindinho na esquina da mesinha de cabeceira pela manhã, quando estavas tão ensonado que te esqueceste pelo 32º dia consecutivo que aquilo ali está e que fazes sempre isso, vai ser por culpa da Sexta-feira 13.
Mas se assim é, porque é que não criam um dia da Sorte? Desta forma até se levantava um bocadinho a moral do pessoal que, com esta crise instalada, bem precisamos. Por exemplo, o seis, que até é bonito e que é um número perfeito (pelo menos segundo a Matemática), ficava muito bem num possível Dia da Sorte. Deveria era ser à sexta-feira, pelos motivos que já referi, mas como já está a ser usado passava a ser... Vá, o Sábado, que também é fixe.
Teríamos então o Dia da Sorte, o Sábado 6 (não soa muito bem mas isso é porque ainda não nos habituámos), e, nesse dia, todas aquelas coisas a que no dia-a-dia não ligamos nenhuma mas que acontecem, como aquelas vezes em que achas moedinhas na rua ou em que acordas às sete da manhã e até nem te custa a levantar, seria por culpa do Dia da Sorte.
Quanto a mim, a partir de agora acredito neste Sábado 6 e vou viver muito mais feliz.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A inutilidade de certas e determinadas coisas

Venho aqui impôr a minha indignação a quem a quiser ler.
Passeando pelo hi5, encontrei uma foto do meu estimado primo sentado numa escadaria em Camden Town, Londres (Poria aqui a foto, mas não quero ser processada). Nessa tal foto, ao lado dele sentado nos degraus, está uma placa que tem escrito o seguinte: please, do not sit on the stairs.Ora, aquilo é ao pé das barracas de fast food onde não há sequer bancos para sentar, e é óbvio que, num sítio onde há carradas de pessoas de noodles e ales na mão, degraus ali serão usados para nada mais nada menos que sentar! Não sei, digo eu.
Eram, portanto, escusadas tais advertências. Mas o mesmo se passa em relação aos pobres dos pombos: em todo o lado se veêm placas a dizer please, do not feed the pigeons, ou, em português, é proíbido dar de comer aos pombos - até nisto se nota a diferença entre Portugal e o UK: cá, é proíbido; lá, pedem por favor para não fazermos determinada coisa.
Já que toco neste assunto, admito que até tem a sua piada o ser-se todo polite como os ingleses o são. A minha lei preferida é aquela em que não é proíbido beber alcoól antes dos 18, mas em que ao invés se pede para, por favor, não se ficar chateado se nos pedirem identificação: é que isso quer dizer que somos sortudos por aparentarmos sermos menores de 21!
Faz sentido, é uma espécie de psicologia invertida. Aposto que assim há muito menos infracções. Como o fruto proíbido é o mais apetecido... Eles não proíbem, apenas pedem para não fazer certas e determinadas coisas. E infringir regras destas não tem piada!