Não pude deixar de reparar no dilema pelo qual a maioria da população está a passar neste momento. Vejo passar à minha frente frases vindas de todo o lado (conversas alheias, hi5's, messengers) e todas elas mostram a grande preocupação dos dias de hoje. "A crise, claro", pensais vós sem serem precisas mais pistas. Mas não! Apesar de tudo, não é essa a principal preocupação, pelo menos, dos portugueses. É, afinal, o que vestir neste Carnaval.
É, de facto, um dogma. Isso para mim não se pergunta. Aliás, a pergunta aqui a ser feita por mim é: onde me escondo neste Carnaval?
Há anos que não vivo um Carnaval, e ainda bem. A última vez que me mascarei deve ter sido aquela em que fui de vaca. Ah, não isso foi na primeira classe. Talvez à espanhola, ou à princesa. Adiante.
Aposto que nunca ninguém se perguntou donde veio o Carnaval. Devem pensar que havia para aí um senhor com esse nome e que gostava de ser outras pessoas/coisas e que então inventou este dia, só porque sim.
O Carnaval é mais uma daquelas ocasiões em que até aquelas pessoas que se dizem contra as religiões e assim, festejam. O que é ridículo. O Carnaval existe graças à Igreja Católica. O Carnaval é o que vem naqueles quarenta dias e quarenta noites de jejum, no primeiro dia da Quaresma. A palavra carnaval está relacionada com a ideia de afastamento dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale". Foi isto que formou a palavra CARNAVAL.
Peço perdão por dizer isto assim, sei que é duro, mas mais dia menos dia teríeis de saber.
Mas, respondendo à realmente importante questão, penso que desta vez me deixarei ficar por cá; talvez debaixo da cama estarei bem escondida. Se bem que hoje o meu sono foi atacado por um desfile de pobres e inocentes criancinhas, suponho que todas mascaradas. Se calhar debaixo da cama não será suficiente.
Tenho, portanto, um problema. Não é o da crise, não, mas ao menos faz muito mais sentido do que o que anda por aí a invadir o pessoal.
Tenho, portanto, um problema. Não é o da crise, não, mas ao menos faz muito mais sentido do que o que anda por aí a invadir o pessoal.