I am Londonsick
Um blogue onde de vez em quando se fala sobre coisas, nomeadamente assuntos.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Tirar o cavalinho da chuva ou não tirar o cavalinho da chuva: eis a questão
Hoje acordei, abri os olhos, levantei-me, rastejei até à cozinha, sentei-me, bocejei, abri os olhos (afinal não estavam bem abertos), cocei a perna, abri a boca e murmurei algo que, apesar de soar a uma qualquer língua alienígena, queria dizer: vou beber um leitinho com café. Ao que, muito bruscamente, me respondem que Nem pensar! Podes tirar o cavalinho da chuva! Não temos café.
Ok, se calhar isto é mentira, até porque hoje acordei em Londres e, até ver, em Londres não utilizam a expressão tirar o cavalinho da chuva. Mas, por acaso, a parte do não haver café é verdade. Acabou-se ontem. Na verdade, inventei esta história dramática (-mente estúpida) só para poder dar uso a esta expressão que, apesar de constar no meu Best Of Expressões Parvas, tanto odeio.
Podem achar que levo tudo ao pé da letra, mas é que não consigo impedir de entrar na minha cabeça, ao ouvir isto, a imagem de um cavalo a apanhar chuva e de alguém a ir lá buscá-lo.
Esta história que contei não aconteceu mas podia ter acontecido e, mais uma vez, não percebo. Não consigo perceber porque é que, só porque não posso realizar algo, tenho de ir procurar um sítio com cavalos e que esteja à chuva só para trazer um deles para um abrigo. Isto vai ajudar em quê, exactamente? É que, se for mais um daqueles métodos anti-stress, acho que prefiro desenfastiar-me numa daquelas bolas fofinhas que levam o stress embora.
Ok, se calhar isto é mentira, até porque hoje acordei em Londres e, até ver, em Londres não utilizam a expressão tirar o cavalinho da chuva. Mas, por acaso, a parte do não haver café é verdade. Acabou-se ontem. Na verdade, inventei esta história dramática (-mente estúpida) só para poder dar uso a esta expressão que, apesar de constar no meu Best Of Expressões Parvas, tanto odeio.
Podem achar que levo tudo ao pé da letra, mas é que não consigo impedir de entrar na minha cabeça, ao ouvir isto, a imagem de um cavalo a apanhar chuva e de alguém a ir lá buscá-lo.
Esta história que contei não aconteceu mas podia ter acontecido e, mais uma vez, não percebo. Não consigo perceber porque é que, só porque não posso realizar algo, tenho de ir procurar um sítio com cavalos e que esteja à chuva só para trazer um deles para um abrigo. Isto vai ajudar em quê, exactamente? É que, se for mais um daqueles métodos anti-stress, acho que prefiro desenfastiar-me numa daquelas bolas fofinhas que levam o stress embora.
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Dar um pulinho: a felicidade que está debaixo do nosso nariz
Venho, desta vez, por este meio convidar toda a gente a viver num mundo melhor e, quem sabe, sem estupidez. Se é isto que quer, tem toda a permissão para prosseguir para a frase seguinte. Muito bem. Ora, pode parecer complexo e impossível, mas a solução para este novo mundo está bem debaixo dos nossos narizes. Por favor, parem de utilizar a expressão dar um pulinho, a não ser que tenham mesmo a intenção de efectuar um. A sério.
Costuma acontecer-me apanhar do ar conversas que começam com qualquer coisa como “Vou dar uma festa, quero muito que vás” e que acabam com algo do género “Estou muito cansado/Tenho coisas para fazer, mas posso ir lá só dar um pulinho”.
Acabo de ouvir isto e, após ir à casa de banho fazer o que este tipo de conversas me dá vontade de fazer, ponho-me a imaginar em que sentido é que o facto de uma pessoa chegar à festa da outra, pular e, de seguida, ir embora, vai influenciar na felicidade de outra. Confesso que nunca ninguém foi a uma festa minha para dar um pulinho mas, se isso faz tão bem a quem vê o pulo acontecer, da próxima vez que estiver doente ou triste, ou até ambos, vou pedir a alguém que vá ao pé de mim pular. Pode ser que me sinta melhor.
Já que estou numa de relevar a estupidez de certas e determinadas expressões, aproveito para enfatizar também a parvoíce da expressão debaixo do nariz, que fiz questão de utilizar no início deste texto para poder falar nela e fazer deste um documento com mais palavras. Morte (no bom sentido) às pessoas que afirmam que algo está debaixo do nosso nariz quando, na verdade, não está. O que é quase sempre.
Costuma acontecer-me apanhar do ar conversas que começam com qualquer coisa como “Vou dar uma festa, quero muito que vás” e que acabam com algo do género “Estou muito cansado/Tenho coisas para fazer, mas posso ir lá só dar um pulinho”.
Acabo de ouvir isto e, após ir à casa de banho fazer o que este tipo de conversas me dá vontade de fazer, ponho-me a imaginar em que sentido é que o facto de uma pessoa chegar à festa da outra, pular e, de seguida, ir embora, vai influenciar na felicidade de outra. Confesso que nunca ninguém foi a uma festa minha para dar um pulinho mas, se isso faz tão bem a quem vê o pulo acontecer, da próxima vez que estiver doente ou triste, ou até ambos, vou pedir a alguém que vá ao pé de mim pular. Pode ser que me sinta melhor.
Já que estou numa de relevar a estupidez de certas e determinadas expressões, aproveito para enfatizar também a parvoíce da expressão debaixo do nariz, que fiz questão de utilizar no início deste texto para poder falar nela e fazer deste um documento com mais palavras. Morte (no bom sentido) às pessoas que afirmam que algo está debaixo do nosso nariz quando, na verdade, não está. O que é quase sempre.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
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