Não sou grande adepta da televisão, só que ainda sofro daquele problema em que, de repente, não tenho nada para fazer e em que acabo por, num acto de enorme desespero, carregar naquele botão parvo que normalmente diz, ou quer dizer, on.
Aconteceu outra vez, e talvez não fizesse tão mal já que àquela hora era o Telejornal que estava no ar. Mas fez. E há coisas em relação às quais uma pessoa prefere permanecer na ignorância e, sinceramente, preferia não ter conhecimento do facto de agora ter de pagar para utilizar uma casa-de-banho, caso me encontre num avião. Mas já que sei disto, pergunto-me: quem será o idiota de quem partiu esta brilhante ideia? E, indo mais longe, coloco ainda a questão: como é que eu nunca tive essa ideia?Para já, posso afirmar seguramente que este indivíduo, cujas ideias me fazem crer que é um génio, é um artista. Aprendi na faculdade que um artista é aquele que pensa no que não foi pensado. Aprendi também que nós, as pessoas, temos a mania de desvalorizar as obras do dito artista ao pensarmos "Ah! Grande coisa, até eu fazia isso.". O certo é que, sim senhora, fazíamos, mas não fizemos, sendo isto o que nos distingue do artista.
Quero acreditar que sou, neste momento, o que vem dar mais credibilidade ao parágrafo anterior, uma vez que tenho a mania que aquela ideia podia muito bem ter partido de mim. Por acaso podia. Mas não tive a rapidez e eficácia suficientes para a ter primeiro.
Os tempos que correm obrigam-me a, mais uma vez, tocar no assunto da crise. E que altura melhor que não a de crise para nos aproveitarmos de tudo e mais alguma coisa para ganhar dinheiro?
É, na minha opinião, um bom começo: agarrar nas necessidades fisiológicas das pessoas e fazê-las pagar por isso. Genial! É que uma pessoa, por mais que tente, não consegue aguentar muito tempo o xixi e/ou o cocó sem começar em verdadeiro sofrimento (Note que, já que é a minha opinião, falo segundo a minha própria experiência). E estando lá em cima, estamos sob muito mais pressão - nos vários sentidos da expressão. É, de facto, genial.
De momento, estou a pensar seriamente em lançar o boato de que isto partiu de um qualquer funcionário, talvez hospedeiro, da Ryanair cujo hobbie é ser dono de uma marca qualquer de fármacos daqueles que provocam o efeito exactamente contrário do laxante. Nem consigo imaginar o dinheiro que esta pessoa vai ganhar com tanta gente a tentar conter-se nas viagens de avião. Este boato que estou a lançar a partir de... Agora!... Faz todo o sentido e, já agora, admito que sempre quis conhecer a sensação de começar um.
Resta-me enfim aplaudir esta mente brilhante. Se pagamos, normalmente, para a comida entrar*, porque é que havemos de não pagar para a mesma sair?
*(ao comprá-la)
Aconteceu outra vez, e talvez não fizesse tão mal já que àquela hora era o Telejornal que estava no ar. Mas fez. E há coisas em relação às quais uma pessoa prefere permanecer na ignorância e, sinceramente, preferia não ter conhecimento do facto de agora ter de pagar para utilizar uma casa-de-banho, caso me encontre num avião. Mas já que sei disto, pergunto-me: quem será o idiota de quem partiu esta brilhante ideia? E, indo mais longe, coloco ainda a questão: como é que eu nunca tive essa ideia?Para já, posso afirmar seguramente que este indivíduo, cujas ideias me fazem crer que é um génio, é um artista. Aprendi na faculdade que um artista é aquele que pensa no que não foi pensado. Aprendi também que nós, as pessoas, temos a mania de desvalorizar as obras do dito artista ao pensarmos "Ah! Grande coisa, até eu fazia isso.". O certo é que, sim senhora, fazíamos, mas não fizemos, sendo isto o que nos distingue do artista.
Quero acreditar que sou, neste momento, o que vem dar mais credibilidade ao parágrafo anterior, uma vez que tenho a mania que aquela ideia podia muito bem ter partido de mim. Por acaso podia. Mas não tive a rapidez e eficácia suficientes para a ter primeiro.
Os tempos que correm obrigam-me a, mais uma vez, tocar no assunto da crise. E que altura melhor que não a de crise para nos aproveitarmos de tudo e mais alguma coisa para ganhar dinheiro?
É, na minha opinião, um bom começo: agarrar nas necessidades fisiológicas das pessoas e fazê-las pagar por isso. Genial! É que uma pessoa, por mais que tente, não consegue aguentar muito tempo o xixi e/ou o cocó sem começar em verdadeiro sofrimento (Note que, já que é a minha opinião, falo segundo a minha própria experiência). E estando lá em cima, estamos sob muito mais pressão - nos vários sentidos da expressão. É, de facto, genial.
De momento, estou a pensar seriamente em lançar o boato de que isto partiu de um qualquer funcionário, talvez hospedeiro, da Ryanair cujo hobbie é ser dono de uma marca qualquer de fármacos daqueles que provocam o efeito exactamente contrário do laxante. Nem consigo imaginar o dinheiro que esta pessoa vai ganhar com tanta gente a tentar conter-se nas viagens de avião. Este boato que estou a lançar a partir de... Agora!... Faz todo o sentido e, já agora, admito que sempre quis conhecer a sensação de começar um.
Resta-me enfim aplaudir esta mente brilhante. Se pagamos, normalmente, para a comida entrar*, porque é que havemos de não pagar para a mesma sair?
*(ao comprá-la)
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